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O forjar de personalidades.

Já  reparou o quanto é  recorrente o forjar de uma pseudo personalidade quando a intenção é  impressionar o outro? Estou aqui a observar como é possível  se criar anseios que diferem totalmente do que se é apenas para criar imagens distorcidas daquilo que se é.  Bem, não  faz parte de mim criar personagens para satisfazer ou tentar me aproximar de quem quer que seja, mas observo.  E aqui, neste momento observo como sujeitos reinventam-se em paseudo-realidades com anseios nunca antes manifestos apenas para parecer. Isso me é  estranho e ao mesmo tempo me soa engraçado.
Não  estou aqui para julgar o teor desse tipo de comportamento, mas me soa plástico, falso. Talvez me soe estranho por não  ser de minha personalidade agir dessa maneira, no entanto essa forma de ser me surge com muito mais recorrência  do que gostaria. Nesse sentido me ponho a pensar sobre a plasticidade que tem sido parte integrante das formas de convívio  social mais recente. Me parece que nossa era é  única e exclusivamente imagética, sendo está ocupante muito mais do parecer do que do ser. Uma sociedade que provoca o sujeito a criar estereótipos  e sentidos que não  dizem de si, mas da forma como gostaria de ser visto pelo outro. E nesta forma de criação de si, o que impera é  a maneira como o outro gostaria de me ter e não  trabalha com a ideia de me compreender e aceitar como sou.

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