Pular para o conteúdo principal

SARAU II - Homofobia

Bem pessoal, o tema do nosso sarau este mês será a Homofobia. E para que criemos um clima de discussão antes, disponibilizarei aqui alguns videos que nos faz pensar o que é essa prática, este não nos dá respostas como nenhum dará, mas nos faz pensar sobre nossas atitudes.... UM grande Abraçooo.
Alisson Nogueira









O site da TVE- BA nos da uma descrição do vídeo. abaixo do mesmo disponibilizo esta descrição.

Problemas para visualizar o arquivo? Clique no link abaixo e faça o download rápido da nova versão do Flash Player.

Get Adobe Flash player


Descrição

O quadro Ponto G conversou com professores da rede pública de ensino para saber o que eles acham do kit Escola Sem Homofobia criado por entidades ligadas aos direitos LGBT’s.

O kit, composto de caderno, pôster, carta ao gestor da escola, seis boletins (boleshs) e cinco vídeos, será distribuído oficialmente para os professores de 6 mil escolas públicas a partir do segundo semestre deste ano. 

Considerado peça-chave do kit, o caderno é um livro de 165 páginas, no qual o educador encontra referências teóricas, conceitos e sugestões de atividades e oficinas para se trabalhar o tema da diversidade sexual nas escolas.

Publicada em 2004, a pesquisa da Unesco revelou, por exemplo, que um quarto dos estudantes entrevistados não gostaria de ter um colega homossexual na mesma sala. 

De acordo com a pesquisa qualitativa realizada pela Reprolatina em 2009 em 11 capitais brasileiras, evasão escolar, tristeza, depressão e até casos de suicídio são observados entre a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) como consequência de um ambiente escolar homofóbico.

Ousada e polêmica, a proposta do material educativo atende a uma demanda das entidades que lutam pelos direitos LGBTs e também dos educadores – que não encontravam subsídios para trabalhar o tema em aula – além de estar articulada com políticas públicas de combate à homofobia de maneira geral.
Cena do vídeo "Encontrando Bianca" do Kit Escola Sem Homofobia.

A ausência de aulas sobre educação sexual que contemplem a diversidade também é apontada como um dos fatores que contribuem para a permanência da homofobia nas escolas.

Segundo especialistas, a educação sexual disponível para a maioria dos estudantes é essencialmente heteronormativa, ou seja, reproduz um modelo que coloca a heterossexualidade como norma, o que acaba classificando outras manifestações de gênero, amor e sexualidade como desvios.

Além de casos de violência física, uma forma quase invísivel de violência nas escolas – que inclui o isolamento, rejeição, brincadeirinhas e piadas – também costuma marcar os jovens homossexuais para a vida toda.

O quadro é ainda mais grave quando se analisa a situação de estudantes transexuais e travestis. Segundo especialistas, não há espaço para eles na escola. Além de o preconceito ser maior, questões como o uso do nome social na chamada ou até mesmo situações prosaicas como qual banheiro o jovem travesti deve usar pesam e acabam contribuindo para o abandono da escola.

Atualmente o material está sob análise do Ministério da Educação (MEC), devido algumas polêmicas sobre a implantação do kit nas escolas. Para a pesquisadora em sexualidade e professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Claudiene Santos, a polêmica existe porque ainda há a crença de que a homossexualidade pode ser ensinada ou incentivada pela escola. 

“Na verdade, o que está se discutindo é uma diversidade que já existe, não foi a escola que inventou. Há um temor da sociedade quando se mexe naquilo que se entende como padrão ou o que chamamos de sexualidade hegemônica”, explicou.

Mesmo com as resistências, ela acredita que o material chegará aos professores e alunos. “A escola é um espaço privilegiado para a promoção dos direitos humanos, mas há uma dificuldade do professor em ter acesso a esse conhecimento.

Muitas vezes, há omissão por parte das escolas em coibir qualquer tipo de discriminação, que termina em práticas violentas. Na medida em que você não faz nada, você concorda com aquilo [a homofobia]“, afirmou.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A fuga da matrix e e a posição no mundo dos pós-flúidos.

A algum tempo, de fato, não faço como inicio agora. A muito não sento com o intuito de escrever. No tocante as últimas postagens, não passaram de momentos em que estava na rua e teci comentários sobre algumas observações não sistematizadas sobre algum ponto, ou coisa do tipo.  O que me proponho a fazer agora, difere desse tipo de escrita no que se refere a tentativa de sistematização do pensamento, não de maneira aleatória, mas dialogada com as leituras de mundo e análises que trago em toda formação acadêmica e pessoal, mesmo que a reflexão não tenha teor acadêmico algum. Hoje tento retomar de forma assídua meu projeto de escrita, talvez apenas como meio de pôr para fora mesmo, ou apenas achar que é possível me expressar e sistematizar minhas ideias. Não há maiores pretensões aqui, como em outros momentos a ilusão de ser alguém lido tomasse conta da mente desse sujeito que, no auge de seus 16-18 aninhos pensava em como seria legal se todos o vissem. Não que seja velho, mas o...

Ensaiando uma intervenção!!!

Me digam senhores. Verdadeiramente, digam-me o que querem esses homens, digam-me o que querem. Quem são?  Agentes de segurança de inteligência nacional. Ou... Ou. Problemas a vista imagino. Agencia de segurança de inteligência nacional? Nunca houvi falar. O que eles querem? Saber de segredos? Mas que segredos? Eu sou um livro aberto. As vezes os nossos segredos residem na abertura que damos ao mundo. Eu não sei qual a abertura você dá, mas a que eu dou não da motivo nenhum para esses agentes aparecerem por aqui. Na realidade, não é segredo nenhum a minha abertura. Que segredos você tem! Nossa, não sabia que eram tão profundos. Eu já lhe disse que não é segredo nenhum, logo não são razoes para a convocação desses agentes. Sim senhor, mas talvez não seja esse o motivo pelo qual eles estão aqui. E seria pela abertura de quem? Deve ser um abertura escondida, nesse mundo está cheio de aberturas incubadas que se prendem das maravilhas do escancaramento. Senhor, do que ...

CONTRA OS FALATÓRIOS DE CORREDORES E A DISSEMINAÇÃO DE UMA IMAGEM DISSOCIADA. (Por Alisson Nogueira)

Os últimos tempos se mostraram bastante conturbados. Estamos envoltos em grandes discussões de ordem metodológica que deveriam permear o campo da práxis, no entanto nos deparamos com argumentos que distorcem a realidade. Tento sinceramente compreender em que consiste esta organização desenfreada que se materializa em disputas personalizadas. Cuidado redobrado! A opinião pública é colocada em contestação e, aparentemente, os regimes autoritários voltam à ação.  Preocupamo-nos diariamente com os nossos problemas reais que destoam do imaginário coletivo de grande parte dos que compõem o cenário acadêmico subalternizador.  Perguntamo-nos qual o sentido de estudar a história das classes e dos meios de coerção se passamos a compor um grupo que ocupa o papel de objetos coercitivos? Em que luta estamos “embrenhados”? A cúpula que se formou estruturam o novo manual de conduta, o AI meu Deus, e onde nós estamos de fato? Cuidado você não é livre para pensar, sua fala é cerceada ...