Pular para o conteúdo principal

O cisne Negro e a busca incessante pela perfeição.

Durante muito tempo apresentamos disposição para buscarmos a perfeição ou mesmo tentarmos chegar o mais perto dela. Mas questionamentos são gerados quando refletimos sobre tal tema: Será que há a possibilidade do ser humano alcançar tal empreitada? Quais as verdadeiras possibilidades de obter tal resultado? Há preços a serem pagos? É possível? O que é a perfeição?
Esses questionamentos me foram gerados a partir das reflexões sobre o filme “Cisne Negro”. Com uma trama envolvente, o drama nos faz refletir sobre “duas faces de uma mesma moeda”, digamos assim. O duro caminho percorrido pela protagonista, em busca de alcançar seu principal objetivo: Ser a primeira bailarina de uma das peças mais famosas que o balé já apresentou: O lago dos cisnes.
Com um enredo que interpõe a personagem principal, Nina, com a própria história do lago dos cisnes. Uma vida que é intercalada com o personagem. O senso de realidade da personagem é preenchido com caracteres do espetáculo onde sua vida se vê conturbada com os perplexos relacionamentos consigo mesma. Mais do que a busca pelo papel principal é a busca pelo reconhecimento próprio e mais ainda a perfeição.
Numa estrutura perfeita a vida aparenta não fazer parte. O ser humano, até onde conhecemos, é constituído enquanto tal, pelo fato de encontrar-se em constante construção de pensamento, física, espiritual e por fim estrutural. Somos modificados de acordo com a moral, a ética, as mentalidades dominantes, a religião, em fim, mudamos. A perfeição pode ser entendida como a cristalização das características que nos constituem e ao serem cristalizadas essa constante modificação que nos possibilita maiores entendimentos de quem somos torna-se inviável.
A perfeição só pode ser alcançada quando nós, seres humanos deixamos de existir. E ao cobrarmo-nos incessantemente por tal feito, nos destruímos aos poucos, deixando no espaço a constante que resultará num vácuo. Inócuo?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A fuga da matrix e e a posição no mundo dos pós-flúidos.

A algum tempo, de fato, não faço como inicio agora. A muito não sento com o intuito de escrever. No tocante as últimas postagens, não passaram de momentos em que estava na rua e teci comentários sobre algumas observações não sistematizadas sobre algum ponto, ou coisa do tipo.  O que me proponho a fazer agora, difere desse tipo de escrita no que se refere a tentativa de sistematização do pensamento, não de maneira aleatória, mas dialogada com as leituras de mundo e análises que trago em toda formação acadêmica e pessoal, mesmo que a reflexão não tenha teor acadêmico algum. Hoje tento retomar de forma assídua meu projeto de escrita, talvez apenas como meio de pôr para fora mesmo, ou apenas achar que é possível me expressar e sistematizar minhas ideias. Não há maiores pretensões aqui, como em outros momentos a ilusão de ser alguém lido tomasse conta da mente desse sujeito que, no auge de seus 16-18 aninhos pensava em como seria legal se todos o vissem. Não que seja velho, mas o...

Ensaiando uma intervenção!!!

Me digam senhores. Verdadeiramente, digam-me o que querem esses homens, digam-me o que querem. Quem são?  Agentes de segurança de inteligência nacional. Ou... Ou. Problemas a vista imagino. Agencia de segurança de inteligência nacional? Nunca houvi falar. O que eles querem? Saber de segredos? Mas que segredos? Eu sou um livro aberto. As vezes os nossos segredos residem na abertura que damos ao mundo. Eu não sei qual a abertura você dá, mas a que eu dou não da motivo nenhum para esses agentes aparecerem por aqui. Na realidade, não é segredo nenhum a minha abertura. Que segredos você tem! Nossa, não sabia que eram tão profundos. Eu já lhe disse que não é segredo nenhum, logo não são razoes para a convocação desses agentes. Sim senhor, mas talvez não seja esse o motivo pelo qual eles estão aqui. E seria pela abertura de quem? Deve ser um abertura escondida, nesse mundo está cheio de aberturas incubadas que se prendem das maravilhas do escancaramento. Senhor, do que ...

CONTRA OS FALATÓRIOS DE CORREDORES E A DISSEMINAÇÃO DE UMA IMAGEM DISSOCIADA. (Por Alisson Nogueira)

Os últimos tempos se mostraram bastante conturbados. Estamos envoltos em grandes discussões de ordem metodológica que deveriam permear o campo da práxis, no entanto nos deparamos com argumentos que distorcem a realidade. Tento sinceramente compreender em que consiste esta organização desenfreada que se materializa em disputas personalizadas. Cuidado redobrado! A opinião pública é colocada em contestação e, aparentemente, os regimes autoritários voltam à ação.  Preocupamo-nos diariamente com os nossos problemas reais que destoam do imaginário coletivo de grande parte dos que compõem o cenário acadêmico subalternizador.  Perguntamo-nos qual o sentido de estudar a história das classes e dos meios de coerção se passamos a compor um grupo que ocupa o papel de objetos coercitivos? Em que luta estamos “embrenhados”? A cúpula que se formou estruturam o novo manual de conduta, o AI meu Deus, e onde nós estamos de fato? Cuidado você não é livre para pensar, sua fala é cerceada ...