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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

As flores

Em flores sobrepostas Sobre o cume de montanhas Inexploradas, inabitadas. Existem em fontes profícuas de necessidades distantes De movimentos contínuos de exacerbação Distante de sentimentos Pessoas, objetos, coisas. Pensamentos distantes Destoantes. Dissonantes no entardecer. Alisson Nogueira

IMAGEM

NA DERRADEIRA CORRIDA PELA LIBERDADE ATREVI-ME A VER EM  REFLEXO O QUE TEMIA DIZER E PENSAR OU MESMO VIVER. LIVRE QUERIA SER EM DERROCADA COM OLHARES SURPRESOS JULGADORES DA DIGNIDADE MORALISTA. QUADRADOS Espessos E SUAS MALEDISCENTES VOZES, PREOCULPADAS COM O OUTRO. PALAVRAS PODEM CORRER, ASSIM O MEIO CORROSIVO CORROMPE.

CHEGOU A VEZ

Chegou a vez desse céu, desse céu, Que é só seu, que é só meu, que é de todos! Que um dia olharam “prum” céu tão azul Tão anil, que sumiu, que ficou tão escuro e vazio. Chegou a vez desse mar, desse mar, Maravilha da ilha que                                bóia tranqüila Não sabe que tem a seus pés todo um resto de vida E de morte sem dor, sem razão! Chegou a vez desse chão, desse chão, Chama Deus, que só Deus para nos ajudar a pisar Sem esse medo de ter nossos dedos comidos Por chãos canibais! Chegou a vez da canção, da canção, Pra cansar, pra caçar, pra causar uma revolução! Uma revelação da criança que chora escondida Por trás dos jornais. Chegou a vez, minha vez, nossa vez, Nossa voz, pra quem ver, tanto fez, tanto faz Faz tanto tempo que o tempo não pára Pra ver a vergonha estampada no olhar. Maviael Melo e Rodrigo Sestrem Retirado de Maviael Melo

A Janela

Continua fechada, esperando que entre por aquele espaço, Aberto Os raios que iluminam lá fora. A espera do rompimento contínuo Daquela prerrogativa que Aflige aquela janela.                              Alisson Nogueira

O sonho

Esta noite estive com voce Entre olhares e amaços Provei do sabor do mel Aquela palavra não dita. Mista de sentimentos Atropelada de reflexões De momentos passageiros. Permiti-me olhar teu corpo, Em busca de imperfeições Caricias e amaços profundos Inusitados desejos e ações Peguei seus braços delicados Mantive-os grudados ao meu corpo Modifiquei a lógica Fiz o tempo parar Quis dizer palavras dizer-te frases Amanhã, veremo-nos e teremos a chance de Tornar realidade. Alisson Nogueira

PERFECT

Estou presa num castelo construído com tijolos de medo, e concretos de solidão....                     (Marii Brandão) Retirado de  Desabafos de uma menina

Um texto que está em "Comprimidos poéticos" de autoria de Jacinta Passos

Teu olho vê o que o teu coração quer. Matéria morta: um fio do meu cabelo principia a morrer. Criança não é propriedade – eis um princípio pedagógico. Ver é optar. Pensar é operar. Morrer não é escolher.                                                 Jacinta Passos Origem:  Passos de Jacinta Imagem retirada daqui