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BASTA!

No desejo inconsciente, a vida me apresentou o que é o temor, o anseio e mais do que tudo, o amor. Amor? Amor! Arg. Amor. Amor que confundido entre os mais prolixos desejos, saciáveis e insaciáveis, que aos montes destoaram de um sentido meticuloso, detentor de um poder sobrenatural, consistente e consciente na produção do sentido real da orientação moral de uma sociedade. Eu me entreguei aos ditames dessa sociedade, aprisionei-me em mim mesmo. Até o dia que os anseios foram tantos que os ditames tornaram-se ultrapassados para o que de fato estava ocorrendo eu meu ser. Ha! A liberdade, tão buscada liberdade. Era o ideal, o fato, a vontade o que de eficaz poderia me ser apresentado. Quando mais nada importava: Moral, religião, política, outros, Nada! Pude sair de mim-social, para ser eu. Pude me desprender de tudo aquilo que me fizeram ser, aprendi na prática que podia expressar meus desejos e anseios sem me preocupar com os achismos, o meu bem estar não dependia do bem estar do outro. ...

DESABAFO - HIPOCRISIA.

Preciso sair desta prisão. Preciso me refugiar em algum lugar que eles não venham atrás de mim. Parece psicose, mas não é. Eu sinto a vontade de fugir, só. Não adianta tentar lutar contra essas coisas que eu sei que não dá certo. É a fuga que resolve só a fuga. Há um movimento de repulsa muito grande aqui, é como se fossem contrárias a força que emana de mim e a que emana da casa, ou dos que a habitam, não sei. Repele minha pele, minha boca, meus sentidos, meu espírito.  A repulsa é tanta que só de imaginar em ter que ouvir e estar no mesmo ambiente que as pessoas, já me dão náuseas. Ouço coisas, tento de todo modo ser e estar alheio a tudo, mas não consigo. Sinto que incomodo a tantos que me acolhem! É, sei que não devo fazê-lo, mas me angustia ficar assim. Tenho que aprender a me virar, sei disso também, mas aprendi que ninguém é uma ilha, mas sinto que precisamos aprender a ser. Tudo me angustia, não sei se são os outros ou sou eu de fato o problema. Minha sala de aula me enoja ...

Ato de ver um ato!

Ouve irmã o som dos batuques? Ouve como os agogôs definidos em seu alto grau, De belicosidade Disforme dos violinos Da corte lusa? Ouve amada, ouve como os atabaques tocam! Em consonante gingado De pretos que conquistam... Tocam sem atabaques, Tocam sem agogôs Mas entoam a ancestralidade Nos seus gritos Nos seus gemidos Na sua batalha diária! Entoam as mais belas histórias de resistência Contam-nos com lágrimas em seus rostos Da dor de ter que deixar, a cada dia, Nas páginas policiais um irmão Ser estatística. Lá está “mais um preto jogado no chão”. E onde ele estava? Fadados a um destino funesto! Sobrevivem a cada ação repressora, A cada movimento opressor. Com as palavras que são sufocadas Pelo enforcamento. Pelo olhar de nojo, da tal no canto. “isso já ta virando palhaçada”, ouço em cada corredor, Em cada viela que se fala da resistência. Quando entramos num espaço Os olhares nos notam. “Nego é sempre vilão...”. O que você quer aqui? Cadê a identificação? Esse não é o seu lugar...

Pelos corredores

Foi numa noite, como qualquer outra. Bem, poderia ser uma tarde. As palavras que foram proferidas ditaram as impressões e opiniões que habitavam o íntimo de cada um deles que sentavam naqueles bancos. Estes pensamentos não foram decodificados na forma de palavras objetivas. Pôde-se ler nas entrelinhas, através dos olhares julgadores da moral alheia, a condenação. Eles o ignoravam, como se sua presença incomodasse. O simples fato de sua presença gerava desconfiança e as palavras deveriam ser “moderadas”, “[...] não tem problema, isso aqui pode falar”. O discurso proferido deveria ser orientado de modo a não gerar qualquer interpretação que os condenassem, como se ele fosse fazer tal coisa! Traíra, traíra você ta na mira... As palavras não disseram, mas os olhares, e o corpo falaram: “Você não é o que você diz”. E o que ele diz? Silêncio. Apenas o silencio pode dizer o que não pode ou não deve ser dito em palavras. Não importa as interpretações alheias, o que de fato vale é seu autoconhe...
Nem se despediu de mim, vim-me embora E a dor que carregava ,veio junto. Quem disse que a dor não acompanhava o fardo de um dia Ter de ir? Santa ignorância a minha de pensar Que um dia ouviria um adeus.

SARAU II - Homofobia

Bem pessoal, o tema do nosso sarau este mês será a Homofobia. E para que criemos um clima de discussão antes, disponibilizarei aqui alguns videos que nos faz pensar o que é essa prática, este não nos dá respostas como nenhum dará, mas nos faz pensar sobre nossas atitudes.... UM grande Abraçooo. Alisson Nogueira O site da TVE- BA nos da uma descrição do vídeo. abaixo do mesmo disponibilizo esta descrição. Problemas para visualizar o arquivo? Clique no link abaixo e faça o download rápido da nova versão do Flash Player. Descrição O quadro Ponto G conversou com professores da rede pública de ensino para saber o que eles acham do kit Escola Sem Homofobia criado por entidades ligadas aos direitos LGBT’s. O kit, composto de caderno, pôster, carta ao gestor da escola, seis boletins (boleshs) e cinco vídeos, será distribuído oficialmente para os professores de 6 mil escolas públicas a partir do segundo semestre deste ano.   Considerado peça-chave do kit, o caderno é um...

O 13 de maio: Discussão

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